Peças inspiradas no estilo retro que trazem vida ao passado
O estilo retro tem a ver com interiores que parecem pertencer a uma época que nunca chegámos a viver mas que, de alguma forma, sempre sentimos falta. Formas arrojadas, cores ricas e mobiliário que parece já trazer uma história consigo.
O que caracteriza o estilo retro?
O estilo retro não é a mesma coisa que antiquado, e não tem a ver com encher uma divisão com peças antigas e empoeiradas. É um visual deliberado e confiante, definido por formas e cores instantaneamente reconhecíveis. Dito isto, há certos elementos que tornam um interior retro inconfundível:
- Silhuetas marcantes e distintivas: sofás baixos, pernas afuniladas, poltronas arredondadas e encostos curvos. A forma de uma peça retro é o que capta a atenção antes mesmo de notarmos o estofamento ou o acabamento.
- Cor saturada: pense na paleta de cores de um catálogo de cozinha dos anos 60 ou num cartaz de filme dos anos 70. Os tons são quentes, vívidos e característicos.
- Qualidade de fabrico visível e cuidado: o mobiliário retro mostra a sua construção em vez de a esconder. Capitonê, costuras com debrum, pernas de madeira torneadas, a forma como uma peça é fabricada faz parte do design.
- Ambiente orgânico, não intocável: uma sala retro destina-se a ser usada. Detalhes como um gira-discos sobre o aparador, uma poltrona bem usada junto à janela, e uma prateleira com objetos favoritos devem fazer com que o interior pareça realmente habitado, e não à espera de ser fotografado.
Que cores fazem parte de uma paleta retro?
A paleta retro é mais arrojada do que a maioria, mas é mais flexível do que parece. Cores neutras como branco quente, aveia ou caramelo suave são uma excelente base para paredes e superfícies maiores, e criam equilíbrio para que a sua cor de destaque possa brilhar. Amarelo mostarda, azul esverdeado, laranja torrado, verde abacate, vermelho cereja: escolha uma cor para uma peça estofada, um tapete ou outros têxteis e deixe-a sobressair.
Que materiais deve procurar?
O estilo retro combina superfícies quentes e naturais com acabamentos mais suaves e tácteis. O contraste entre os dois faz parte do que torna este estilo eficaz. Eis o que procurar e porque é que cada material merece o seu lugar.
Madeira
Teca, nogueira, carvalho e faia. Estas são as madeiras que definem o aspeto retro. A teca e a nogueira têm um tom quente, veios fechados, e tornam-se mais belas com o tempo se forem bem cuidadas. Encontram-se em aparadores, mesas de jantar, estantes e estruturas de cadeiras. O carvalho é uma alternativa ligeiramente mais clara e neutra, que funciona particularmente bem em mobiliário de jantar e peças de arrumação, uma boa opção se quiser o calor sem ir demasiado a fundo no tom. A faia, pálida e de veio fino, tende a aparecer em pernas de cadeiras e mesas em vez de como material de superfície principal, mas vale a pena conhecer, já que muitos assentos bem fabricados são construídos com ela.

Madeira
Teca, nogueira, carvalho e faia. Estas são as madeiras que definem o aspeto retro. A teca e a nogueira têm um tom quente, veios fechados, e tornam-se mais belas com o tempo se forem bem cuidadas. Encontram-se em aparadores, mesas de jantar, estantes e estruturas de cadeiras. O carvalho é uma alternativa ligeiramente mais clara e neutra, que funciona particularmente bem em mobiliário de jantar e peças de arrumação, uma boa opção se quiser o calor sem ir demasiado a fundo no tom. A faia, pálida e de veio fino, tende a aparecer em pernas de cadeiras e mesas em vez de como material de superfície principal, mas vale a pena conhecer, já que muitos assentos bem fabricados são construídos com ela.

Veludo e bouclé
Estes são os tecidos de estofamento por excelência para os assentos retro, e com razão. Ambos têm uma profundidade e riqueza que os tecidos lisos simplesmente não conseguem igualar. O veludo funciona lindamente em tons joia: esmeralda, cobalto, ameixa. O bouclé, com a sua superfície laçada e texturizada, tende a ser mais quente e adequa-se a paletas mais neutras.
Veludo e bouclé
Estes são os tecidos de estofamento por excelência para os assentos retro, e com razão. Ambos têm uma profundidade e riqueza que os tecidos lisos simplesmente não conseguem igualar. O veludo funciona lindamente em tons joia: esmeralda, cobalto e ameixa. O bouclé, com a sua superfície laçada e texturizada, tende a ser mais quente e adequa-se a paletas mais neutras.
Latão e ouro escovado
Onde outros estilos optam pelo preto mate ou cromado, o estilo retro opta pelo latão. Bases de candeeiros, molduras de espelhos, pernas de mobiliário e puxadores de armários, o latão capta a luz de forma quente e une os tons de madeira de uma forma que os metais mais frios não conseguem. Não o quererá demasiado brilhante ou com um aspeto demasiado novo, embora uma ligeira pátina é sempre bem-vinda. Os acabamentos escovados são mais fáceis de manter e têm uma qualidade ligeiramente mais descontraída que se adapta bem à maioria das casas.

Latão e ouro escovado
Onde outros estilos optam pelo preto mate ou cromado, o estilo retro opta pelo latão. Bases de candeeiros, molduras de espelhos, pernas de mobiliário e puxadores de armários, o latão capta a luz de forma quente e une os tons de madeira de uma forma que os metais mais frios não conseguem. Não o quererá demasiado brilhante ou com um aspeto demasiado novo, embora uma ligeira pátina é sempre bem-vinda. Os acabamentos escovados são mais fáceis de manter e têm uma qualidade ligeiramente mais descontraída que se adapta bem à maioria das casas.

Pele sintética
A pele sintética é a escolha prática para cadeiras de jantar, bancos de bar e qualquer lugar onde o estofamento tenha um uso diário. Resiste bem ao desgaste, limpa-se facilmente e está disponível nos tons que os interiores retro exigem: vermelho cereja, creme, caramelo e azul esverdeado profundo. Procure costuras com debrum e um assento devidamente acolchoado. Estes dois detalhes são o que faz com que pareça intencional e não apenas prático.
Pele sintética
A pele sintética é a escolha prática para cadeiras de jantar, bancos de bar e qualquer lugar onde o estofamento tenha um uso diário. Resiste bem ao desgaste, limpa-se facilmente e está disponível nos tons que os interiores retro exigem: vermelho cereja, creme, caramelo e azul esverdeado profundo. Procure costuras com debrum e um assento devidamente acolchoado. Estes dois detalhes são o que faz com que pareça intencional e não apenas prático.
Como reconhecer uma peça retro autêntica?
Nem tudo o que parece retro pode realmente ser assim classificado. As verdadeiras peças de estilo retro caracterizam-se por uma qualidade de fabrico detalhada e materiais de alta qualidade. Eis o que procurar:
Pernas resistentes e funcionais
As pernas afuniladas em madeira ou metal destinam-se a manter a peça de mobiliário estável e segura. Devem ser uma parte estrutural, e não um acréscimo decorativo. Uma base bem construída integrará sem falhas estes suportes angulares na estrutura principal, sem depender de ferragens baratas e visíveis.
Estofos justos e uniformes
O capitonê em tecido ou botões deve ser puxado para a mesma profundidade em toda a peça, e as costuras com debrum devem ser retas e consistentes. Este nível de acabamento meticuloso evita que o tecido se enrugue ou ceda, mesmo após anos de uso diário.
Madeira maciça
O folheado de madeira sobre um núcleo mais económico é uma opção comum e mais acessível, que pode ter um aspeto igualmente bom, mas não envelhecerá da mesma forma que a madeira real. A madeira autêntica transmite um peso reconfortante e desenvolverá naturalmente uma bela e única pátina ao longo do tempo. Procure bases ou estruturas em madeira maciça no mobiliário retro.
A cor tem profundidade
O veludo ou tecido trançado de boa qualidade muda ligeiramente à medida que nos movemos à sua volta. A cor do estofamento não deve ser plana, mas sim ter profundidade. Procure um acabamento dinâmico que capte a luz lindamente, enquanto destaca a textura premium e a qualidade do tecido.
Que outros estilos combinam bem com o visual retro?
O estilo retro é mais versátil do que se espera. Combina bem com bastantes outros estilos, desde que não se tente misturar demasiados ao mesmo tempo.
- Escandinavo: linhas limpas e madeira clara suavizam o lado mais arrojado do estilo retro. Um bom ponto de partida se quiser introduzir o estilo gradualmente em vez de o adotar por completo desde início.
- Art déco: padrões geométricos, tons joia e um gosto partilhado pela qualidade de fabrico tornam estes dois estilos companheiros naturais.
- Maximalista: o gosto do estilo retro por cor e padrão significa que se adapta confortavelmente a um ambiente maximalista. Sobreponha tapetes, preencha as prateleiras, pendure coisas nas paredes. Desde que haja coerência, mais é sempre mais.
- Eclético: uma única peça retro marcante, seja ela um sofá curvo ou um aparador de destaque, pode ancorar uma divisão que abrange vários estilos diferentes. A sua audácia dá a tudo o resto algo a que responder.
Dicas finais: como dar um toque retro à sua casa?
Não precisa de renovar todas as divisões de uma só vez. O estilo retro funciona bem quando é introduzido gradualmente. Comece com uma peça marcante e deixe que o visual cresça a partir daí.
- Comece com um assento marcante: uma cadeira ou sofá com uma silhueta forte é a forma mais rápida de definir um tom retro numa divisão, tudo o resto pode seguir a partir daí.
- Acrescente um aparador e use-o devidamente: um aparador baixo e alongado com pernas afuniladas ancora a divisão e proporciona uma superfície para decorar. Acrescente um candeeiro, uma planta ou alguns objetos de que realmente goste.
- Comprometa-se com uma cor audaz: use-a com intenção. Escolha um sofá, um par de cadeiras ou um tapete e organize à sua volta.
- Deixe que os acessórios falem por si: podem transmitir todo o ambiente da divisão. Use um candeeiro de teto escultural, candeeiros globo, espelhos em forma de sol ou almofadas geométricas.